Análise: rebaixamento do Fortaleza sacramenta temporada de erros
Dessa vez, nem a fé foi suficiente. Depois de nove jogos de invencibilidade, o Fortalezareencontrou a derrota e, no soar do gongo, não conseguiu permanecer de pé. O revés por 4 a 2 para o Botafogo, neste domingo, na última rodada do Brasileirão, foi um golpe duro demais para um time resiliente, que lutou até o último suspiro buscando resistir. O impossível, que por instantes pareceu ao alcance das mãos, terminou engolido pela frustração de um desfecho que se provou inevitável.
O Laion jogará a Série B em 2026.E, como tantas outras vezes ao longo de sua própria história, precisará recomeçar.
Vantagem cedo e desatenção no fim
A principal mudança de Martín Palermo para o jogo contra o Botafogo foi no ataque. Sem Herrera, Pikachu foi o escolhido para o setor, trajando ainda a braçadeira de capitão. E foi ele quem, depois de um início truncado, interceptou a saída de bola do Bota, fazendo a bola sobrar para Bareiro e, na sequência, para Breno Lopes. O ponta esquerda chutou forte e abriu o placar no Engenhão.
A vantagem no placar cedo era parte da estratégia de Palermo. Com um Botafogo forte na posse de bola (afinal, mandante), o Fortaleza buscava se fechar na defesa para buscar um contra-ataque mortal. Com atenção redobrada no lado direito do time carioca, que chegava com perigo. Chegou a acertar o travessão de Brenno em cabeçada de Artur.


